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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Por que ser mãe é uma obrigação e ser pai é ter coragem?



Por Michelle Ferreira

Esse ano, no dia dos pais, vi uma coisa que achei muito curiosa, porque nunca tinha visto antes. Não sei se realmente não se falava nisso ou eu é que nunca tinha reparado, mas me chamou a atenção e por isso resolvi dar uma refletida.

Algumas páginas do Face fizeram posts falando que o aborto dos homens é legal, pois não sei quantos milhares, ou milhões de brasileiros não têm registrado sequer o nome do pai em seus documentos (eu mesma não tenho). Além disso, sobre como é injusto o julgamento que fazem com uma mãe solteira, que é sempre vista como uma “coitada”, enquanto que o pai solteiro é sempre visto como “o maior exemplo de ser humano possível”. E como isso ocorre de forma automática sem se avaliar, nem por um instante, se a mãe é ótima e o pai meia tanga, como se tais análises fossem indiferentes e dispensáveis.

Doido, né?

Para mim, foi surpreendente que a discussão acontecesse no domingo passado. Achei ótimo. Aparentemente, estamos caminhando para algum lugar. Contudo, como somos formiguinhas, vim aqui dar uma luz a um detalhezinho para vocês que seja, talvez, um pouco mais sutil.

Eu tive uma filha com 17 anos, alguns de vocês devem ter lido meu outro texto. Durante todo o tempo em que eu vivi com o pai dela, existia um discurso que eu escutava frequentemente, que me penetrava mais como uma agulhada no tímpano, daquelas que você vê o tempo parar por uns 3 segundos e arrepia toda a sua espinha. Enquanto você olha para a cara da pessoa prendendo a respiração e tentando racionalizar se aquilo realmente foi dito ou se você escutou errado, passam muitas e muitas respostas a altura para você dar sobre aquela infeliz e desnecessária colocação, e quando você percebe que é real simplesmente concorda, porque bem… É melhor nem perder tempo discutindo, ainda mais se a pessoa não tiver intimidade com você.

Esse comentariozinho, tão recorrente, quase que diário, ou pelo menos certo de que fosse acontecer se eu encontrasse com alguém que não via há tempos pela primeira vez, me desconcertava de uma forma que eu realmente não tenho competência para descrever com palavras.

Ele era, na maior parte das vezes, feito por mulheres, de diversas as idades, classe, credo ou raça, mas era em sua grande maioria feito por mulheres mesmo, e esse ponto é importante de ser muito bem grifado, pois era o que mais me quebrava as pernas.
“ Que sorte a sua né? O seu namorado assumir essa criança. ”
Gente, repassa isso aqui, por favor!

Não digam isso. Não pensem isso. Não julguem isso. Não. Somente não. Se vocês flagrarem alguém pensando em dizer isso, impeça-o!  Começa a cantar a Luz de Tiêta, e muda de assunto rapidinho. Porque é horrível.

Não dá para explicar a raiva, o desgosto, o desapontamento que é. Só parem.

Eu passei 4 anos da minha vida de mãe sendo sistematicamente tentada a aceitar que o meu maior mérito da vida toda fosse ter um namorado que assumiu a minha filha. Como se o maior sucesso que eu pudesse alcançar fosse esse de ter um bom homem ao meu lado. (Eu e a minha filha certamente éramos um sacrifício e um fardo enorme pelo jeito). “ Ah, porque você sabe que isso é raro, né?“. Pois é, é sim, mas não é por isso que homens que trocam fraldas merecem troféus. Uma vez eu li que: “Paternidade ativa é redundância. Paternidade só pode ser ativa, se não é ausência. ” Simplesmente assino embaixo.

Hoje que não estamos mais juntos, é lindo, sou imensuravelmente mais feliz, entre outros motivos, por não precisar mais escutar isso! Nunca pensei que um fracasso (pelo raso ponto de vista dos outros) pudesse fazer tão bem.

Texto Original: Feminismoempratica

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Saiba reconhecer quando outra mulher tem inveja de você


Poucas mulheres admitem publicamente que sentem inveja de suas amigas ou inimigas, e quando finalmente alguma dá o braço a torcer, diz que é 'inveja boa'. Mas nos bastidores a história é bem diferente. Um levantamento feito pelo clube de descontos inglês My Voucher Codes mostrou que, anonimamente, 74% das mulheres confessaram ter esse sentimento em relação às amigas. Aparência, dinheiro, inteligência, vida amorosa, roupas e carros, quase tudo é motivo de inveja entre elas.

Em um artigo de Crystal Green, publicado pelo site e-How, a colunista afirma que a inveja entre as mulheres pode ser desenfreada, principalmente entre as que deixam suas inseguranças falarem mais alto. Segundo a escritora, algumas das suas inimigas mais ciumentas podem até ser suas melhores amigas ou familiares próximas. Crystal criou até um breve 'guia' para que você saiba identificar suas 'adversárias'. Leia e descubra:

Procure entre as mulheres com as quais você convive, aquela que parece ter sempre algo negativo a dizer.

Observe se você é questionada sobre como realizar ou conseguir alguma coisa. Desde o seu trabalho, carro ou roupa, ela parece observar todos os seus movimentos e questionar suas opiniões. Além de estar prestando atenção em você, ela também fala sobre você pelas costas, perguntando como e por que você está no centro das atenções. A curiosidade dela geralmente vem acompanhada com olhares de reprovação e risinhos.

Preste atenção! Essa pessoa nunca tem nada de bom a dizer sobre as suas realizações, independentemente do quanto a sua vida pareça ser ótima. Descobra se ela está espalhando boatos sobre você, pois é capaz de inventar uma história completa sobre você para contar aos outros.
Saia com essa sua suposta amiga e veja como ela fará de tudo para impedi-la de ficar com a melhor aparência, mesmo quando você obviamente se sentir confiante. Questione a opinião dela quando diz que o vestido que você está experimentando faz você parecer gorda, ou que o seu cabelo e maquiagem não estão bons. Note que a inveja exalta o que há de pior em cada um, e a missão dela de fazer com que você se sinta feia também a faz parecer feia.

Observe como os comentários dela sobre o seu relacionamento não são compassivos, e sim esnobes. Não importa que o rapaz a encha de amor e carinho e seja um fofo aos olhos de todo mundo, ela dá indiretas sobre o seu companheiro como se ele não tivesse nenhum valor.

Se finalmente constatar que existe uma pessoa assim no seu dia a dia, mantenha-a longe da sua vida pessoal e dos seus negócios. Evite qualquer contato com ela e seus comentários venenosos.

Sem ressentimentos

Felizmente, nem toda inveja é tão nociva assim. Conforme a pesquisa do My Voucher Codes, apesar de o sentimento ser comum, quase sempre é momentâneo e mantido em segredo. Enquanto 67% das entrevistadas revelaram que jamais contariam às amigas sobre a inveja, apenas 12% já confessaram o sentimento negativo. Além disso, grande maioria (89%) admitiu que a inveja que sentia não causou problemas ou ressentimentos entre elas.

Texto Original: Bonde