Páginas

Mostrando postagens com marcador Alimentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alimentação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Padrões de beleza que adoecem



Por Patrícia Pinheiro

Sempre fui magra. Anos após entrar na adolescência, comecei a ganhar um pouco de corpo. Mais ou menos, até os 15 anos, me sentia bonita, não tinha maiores problemas com meu peso.

Por volta dos 16 ou 17 anos, enquanto ainda estava no ensino médio, em decorrência de algumas doenças físicas e, posteriormente, traumas emocionais, comecei a emagrecer bastante. Mas eu não percebia a diferença, me alimentava consideravelmente bem e levava uma vida normal. Foi quando os outros começaram a apontar e a criticar minha magreza.

E assim, dia após dia, eu, que mais magrinha ou mais cheinha sempre havia vivido bem dentro do meu próprio corpo, passei a ouvir calada os diversos comentários negativos dispensados ao meu corpo magro, comecei a internalizá-los e a acreditar neles.

O seguinte pensamento passou a martelar 24h por dia na minha cabeça: “Para ser bonita e aceita, preciso engordar”. Assim, passei a fazer milhares de tratamentos, a comer coisas que não tinha vontade mesmo quando estava sem fome, e a frequentar academias (coisa que detesto fazer).

Cada quilo que eventualmente eu perdia, acabava comigo. A cada: “Nossa, como você tá magrinha”, lá ia eu novamente tentar descobrir como juntar os pedaços e levantar da cama no outro dia sem ter medo de colocar uma calça que, aos meus olhos, iria sobrar mais ainda na cintura.

Passei a desenvolver uma espécie de síndrome do pânico, um medo patológico de emagrecer. Medo de ficar doente e emagrecer. Medo de comer uma coisa estragada e emagrecer. Colocando assim, parece bobo, mas a preocupação com o corpo, a associação que fiz entre o corpo ideal e a felicidade, me tirou grande parte da tranquilidade de viver, da espontaneidade, da segurança; me fazendo preocupada, pessimista, detalhista, extremamente ansiosa e facilmente deprimida.

Fiz e ainda faço muita terapia para conseguir lidar com esse padrão de pensamento que, mesmo que de forma um pouco menos acentuada, ainda insiste em me puxar para baixo. Mas hoje, consigo entender que apesar de eu ter permitido que todo esse medo tomasse uma proporção gigantesca na minha vida, eu não o construí sozinha.

Eu não me sentia feia, até que começaram a dizer que eu seria muito mais bonita se ganhasse uns quilinhos. Eu não me sentia menos gente, até alguém dizer que “eu era legal, mas muito magrinha”. Eu me sentia inteira antes de me dizerem que eu estava a ponto de sumir.

O que mais dói é saber que eu sou mais uma dentre as milhares de mulheres que experienciam situações como essa; que, na tentativa de engordar ou emagrecer, adoecem para atingir um padrão de beleza que nos é empurrado todo dia. E é por isso que meu estômago revira a cada capa de revista que eu vejo carregada de dietas para emagrecer. É por isso que não faço questão de ter a amizade de uma pessoa que chama uma mulher de “caveira” ou de “baleia”.

É por todos esses comentários maldosos a que eu e muitas mulheres ainda somos submetidas que precisamos do feminismo, pois, diferentemente de vitimização, como muitos o definem, ele é, sim, o abrigo de vozes que lutam contra todas essas imposições que já tiraram o meu brilho do olhar; é a certeza de que o belo e o correto sempre serão nada mais do que aquilo que NÓS MESMAS desejarmos ser.

Texto Original: Caminhos

sábado, 30 de abril de 2016

Qual é o melhor horário para tomar café?


Por

Café para acordar pelas manhãs, café para não dormir depois do almoço, café para dar uma energia extra no fim do expediente. Ou café por café. Toda hora é hora. Só não é quando não é. Entende? Bem, a ciência explica melhor.

Você e eu (e a maioria dos bichos) somos guiados por ciclos circadianos, que funcionam como um relógio biológico que nos diz quando devemos comer ou dormir, por exemplo. É capaz de alterar nosso humor e comportamento do organismo. E também o modo como as drogas, tipo o café, entram em nosso corpo. A culpa é dos hormônios, regulados por estes ciclos.

Quer ver só como funciona? Imagine um desses dias em que você acorda louco para tomar um café. Toma logo duas xícaras, às oito da manhã. E ainda assim não sente o efeito da cafeína. Isso tem uma explicação: geralmente entre oito e nove da manhã, orientado pelo relógio biológico, seu corpo produz muito cortisol, hormônio relacionado ao estresse. E isso deixa você num estado de alerta. Aí o café, que causa esse mesmo efeito, não faz a menor diferença. É como se seu corpo criasse uma resistência à droga, já que ela não é necessária.

Portanto, os melhores horários para tomar café são aqueles em que os níveis de cortisol no corpo estão em baixa. Fuja destes horários: entre oito e nove da manhã, meio-dia e uma da tarde, e cinco e meia e seis e meia da tarde – são, em geral, os momentos de pico do cortisol. Em qualquer outra hora (tipo às 10h ou às 14h), as chances de sentir os efeitos do café parecem maiores. Aproveita!

Texto Original: Superinteressante

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Comecei a dieta, mas acabei com a minha vida social


Por Andrea Romao

Emagreci quase tudo que queria, mas também deixei de lado minha vida social e meus amigos. Não sei se isso acontece com você, mas iniciar uma dieta significava afastar-me de tudo e de todos. Era adeus aos happy hours, festas de amigos, almoços com família. E é incrível a quantidade de eventos que aparece quando você resolve iniciar uma dieta! Parece que todo mundo adivinha e resolve comemorar alguma coisa.

Bom, mas quando iniciava a dieta a única coisa que pensava era que tinha que ter foco, não poderia abaixar a guarda e que para ficar livre das tentações só mesmo não me deparando com elas. Tinha que ser forte para provar que aquela dieta não era mais uma, mas a última. Sem contar que não compartilhar a mesma comida e a mesma bebida era não compartilhar a mesma alegria.
Que chato! Eu era a antissocial, não participava de mais nada, parecia que só de sair de casa já engordava, sair da minha rotina colocaria tudo a perder. Atendo clientes que antes de iniciarem o Programa Mente Magra relatavam irritação quando precisavam comparecer aos almoços de negócios. Isso significava sair do foco, abrir exceção e enfrentar sofrimento.

Ninguém consegue viver sob um estado de extrema privação e sofrimento durante muito tempo. Rapidamente voltamos aos velhos hábitos e recuperamos os quilos perdidos. O cérebro registra esse momento de sofrimento, esse trauma, e na próxima tentativa de fazer uma dieta, acionará todos os sistemas de defesa para que você não passe pela experiência de privação novamente. Lembre-se, já falamos sobre isso aqui, nossa mente subconsciente nos protege. Ela tem uma intenção positiva quando nos faz ter um determinado comportamento.

Equilibrar dieta e vida social não é fácil, a alimentação faz parte da nossa cultura e não aprendemos a lidar com ela como apenas fonte de sustento. Durante todos esses anos de estudos e sofrimento com dietas, aprendi o que foi mais importante e efetivo para mim: precisamos ensinar nosso cérebro a lidar com o mundo à nossa volta quando estamos de dieta, ensiná-lo a resistir ao impulso de comer demais diante das tentações. Aprendi principalmente que fazendo a programação mental adequada, não há dieta que não funcione.

Meus clientes têm mudado a forma como enxergam o final de semana com a família. Eles mudaram naturalmente a participação em almoços de negócios mesmo durante a dieta, participam de happy hours sem problemas e, principalmente, se divertem com isso. Tudo isso acontece porque com a mudança de padrão mental, você deixa de ter como única fonte de prazer quando come. Você passa a ter prazer por estar com as pessoas e não por estar com a comida.

Procure, entenda como funciona esse processo que pode ajudar você a mudar seu comportamento diante da comida. Pare de sofrer e experimente a sensação maravilhosa de estar livre.

Abraço.
Andrea Romão
Coach de Emagrecimento

Texto Original: Estadão

terça-feira, 26 de abril de 2016

Jeito de comer ovo denuncia personalidade



Por: Carol Castro

O Conselho Britânico da Indústria do Ovo perguntou a mil pessoas sobre personalidade, estilo de vida, família e preferência por ovo. Com as respostas, usaram métodos matemáticos para encontrar padrões entre os grupos. E concluíram o seguinte: fãs de ovo poché são mais felizes, preferem músicas animadas e saem muito. Quem prefere ovo cozido é mais desorganizado, impulsivo e descuidado. Os fãs de ovos mexidos ocupam cargos de gerência, e os de omelete são bem disciplinados. Já o pessoal da fritura tende a ser jovem, homem e gostar muito de sexo. 

Texto Original: Super.abril