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segunda-feira, 2 de maio de 2016
Por Vironika Tugaleva
Minha viagem pelas profundezas do ódio, do sofrimento suicida e da luta pela auto-aceitação me ensinou que o amor próprio não é apenas uma hortelã que decora o jantar . Ela é uma parte essencial para sermos pessoas felizes e saudáveis.
Quando não nos cuidados, seja em qual esfera de nossas vidas for, aparecerão sintomas perigosos que, em algum momento, não poderão mais ser ignorados.
O primeiro passo para superar qualquer tipo de sofrimento é a auto-consciência e é nisso que eu espero que a lista a seguir possa te ajudar.
Se você está exibindo qualquer um dos cinco sinais de falta de estima dos listados abaixo, eu espero que você separe um tempo depois de ler este artigo, e busque se reconectar com a pessoa mais importante em sua vida: você.
1. Você sente ciúmes da felicidade, do sucesso e dos relacionamentos das outras pessoas
Quando uma pessoa está bem consigo mesma, ao deparar-se com alguém que tem coisas que ela deseja, a reação tende a ser de admiração e respeito. Arregalam-se os olhos e a atenção fica toda voltada para alguém que conquistou algo desejável e tem muito a ensinar. Olhamos essa pessoas como uma inspiração a ser seguida.
Entretanto, quando a pessoa tem a estima baixa, ao ver alguém que possui qualidades que ela deseja (ou pensa que deseja), a reação é de ciúmes, sentimento de injustiça (como se todo mundo tivesse o que ela quer, menos ela) e até mesmo raiva.
A sensação de ciúme pode ser tão intensa que pode se transformar em ódio e a pessoa pode ter vontade de destruir o que o outro tem. Mas, na verdade, todo esse ódio está em si e em sua cegueira para enxergar seus próprios potenciais.
PS: um pouquinho de ciúme é saudável, a falta de respeito e amor próprio reside na intensidade.
2. Você mente mais do que deveria
Aqueles que cronicamente usam de mentiras para mascararem suas realidades muitas vezes estão buscando a aprovação e a aceitação dos outros.
Quando a pessoa está bem, a aceitação e a aprovação das pessoas estão constantemente acessíveis, pois elas vem de dentro e, mesmo que a pessoa ouça algo que não é tão legal, no fundo ela sabe que tem valor e que, se for o caso real, pode melhorar porque quer. Em um estado de auto-julgamento negativo, no entanto, a pessoa sente pouca aprovação e sua mente está subconscientemente se apegando a qualquer informação que possa “valorizar” um conceito pessoal com uma “pequena” mentira. Ou seja, enfeita-se o externo, mas o interno não se aceita.
Agindo assim, você pode perder sua integridade em troca de algumas sobrancelhas levantadas. Mas não se preocupe, esse padrão é facilmente corrigido e não tem que se tornar patológico! Preste atenção a quem você realmente precisa agradar!
3. Você acha difícil se exercitar, comer bem, ou quebrar maus hábitos
Quando você ama alguém, você não quer machucá-lo.
Você nunca coloca cigarros ou rosquinhas na boca do seu bebê recém-nascido.
Você nunca priva o seu cão de estimação de sua caminhada diária. (espero)
Quem se ama, sabe que é necessário parar e se envolver nos rituais diários de alimentação e cuidados com suas mentes e corpos. Estes rituais são conseqüências naturais da bela amizade consigo mesmo.
Se você achar que é difícil cuidar de si mesmo, talvez você precisa ter um momento para se apaixonar por si mesmo. Quem se ama, se cuida.
4. Você só se sente feliz quando tudo está indo bem.
Isto pode parecer uma coisa perfeitamente normal. Por que você seria feliz quando as coisas não estão indo bem?
Acontece que isso é exatamente o que acontece com as pessoas que tem uma estima boa.
Pense na sua vida como uma aventura. Se você é louco por seu parceiro de viagem, o avião pode atrasar e a comida pode ter gosto de papelão e você ainda vai aproveitar. Você vai dar risada falando sobre isso. Por outro lado, se você está entediado ou insatisfeito com seu companheiro, essas pequenas coisas vão te deixar louca.
Esse é o poder de um relacionamento amoroso consigo mesmo. Quando as coisas ficam difíceis, você pode rir, dar de ombros e até se alterar um pouco, mas depois tentará novamente. Quando as coisas ficam realmente difíceis, você sabe que levará algum tempo para processar, e assegurar-se de que tudo vai ficar bem, mas vai ficar.
5. Você está se “incomodado” por exibir qualquer um dos sinais acima
Se você está se sentindo vergonha ou temor por ter se visto como uma pessoa sem amor próprio, isso é um sinal infalível de que você já está se julgando.
Aqueles que estão com estima baixa geralmente são especialistas em estabelecer normas para si. Eles se medem em números e expectativas. Quando eles descobrem que eles não estão estão atingindo esses alvos (muitas vezes irrealistas), ficam cabisbaixos e desgostosos.
Eu sempre digo: o auto-aperfeiçoamento sem auto-amor é como construir uma casa sobre a areia. Você pode construir e construir, mas sempre vai afundar.
Você precisa construir uma base de auto-aceitação incondicional sob essas realizações e expectativas.
Eu me considero uma sobrevivente da terrível doença da falta de amor. Entretanto, depois que eu estabeleci um relacionamento comigo mesma, eu vi a minha relação com o meu corpo, minha mente, minha família, meu parceiro, meu passado – com tudo e todos os outros – melhorar drasticamente.
Vivemos em uma época onde todo mundo está sempre tentando corrigir seus próprios erros, mas se esquecem de que a coisa mais importante que podemos sempre corrigir é a linha de comunicação entre o nosso coração, nossa mente e nosso espírito.
Agora, sobre a você. O que você vai fazer para se amar mais?
Ler mais: http://www.contioutra.com/5-sinais-de-que-voce-nao-se-respeita/#ixzz47XjV4tFL
sábado, 30 de abril de 2016
O sucesso do fracasso
por Dianna Puertas
Quem nunca parou um minuto na frente do espelho, olhou-se bem nos olhos e se perguntou “o que é que estou fazendo da minha vida?” ou quem já teve a sensação de olhar para o céu e perguntar – ou até mesmo ajoelhar-se no chão - “mas por que isso acontece comigo?”? Quem nunca sentiu-se definitivamente no fundo do poço pode considerar-se sortudo, mas se você, caro leitor, já se identificou apenas com o título do texto, sabe bem do que estou falando.
O fracasso é aquele coleguinha da escola que tira sarro de você pelo seu novo corte de cabelo que ficou estranho, é aquele arroz que ficou queimado justamente no dia de um jantar especial, é aquele lindo zero, marcado bem grande e de vermelho naquela prova que você estudou tanto, ou aquela promoção no trabalho que você jurava que ia ser sua, mas acabou perdendo. O fracasso pode vir de várias formas, sejam elas grandes ou pequenas – dependendo do seu ponto de vista. Mas uma coisa é fato, ele sempre esperará a melhor oportunidade para nos dar uma rasteira e nos fazer lembrar que a vida nem sempre é como a gente desejaria que fosse. Algumas pessoas recebem essa visita inesperada com mais frequência, outras nem tanto, e a gente acaba pegando amargura sobre tudo e o pessimismo tornar-se nosso amigo inseparável, mas calma, até a Samara conseguiu sair do fundo do poço.
E para conseguir chutar pra longe essa grande onda de derrotas, precisamos acreditar em nós mesmos. Sim, uma dica clichê, mas extremamente essencial. Com o tempo, paramos de acreditar que somos capazes e tudo tornar-se impossível, e “impossível” é uma palavra que não pode existir no vocabulário dos bem-sucedidos. Mantenha sempre a ideia de que tudo isso não passa de uma fase, ninguém vive de vitórias, e o fracasso é importante para aprendermos a lidar com nós mesmos e enxergarmos a causa do insucesso para não cometê-lo novamente. Lembre-se das pessoas que você ama e te amam, você não está sozinho no mundo, elas ajudarão a superar o momento difícil.
E, a melhor dica de todas, não leve tudo tão a sério. Não leve a vida a sério! Você verá que tudo ficará mais leve e aquele fracasso que você levava na bagagem, já não incomoda mais.
Como dizia Raul Seixas: “Tente outra vez!”, e quem sabe aquele corte de cabelo não fique bom, aquele arroz não saiu tão horrível assim, garantiu seu 10 em outra prova e outra oportunidade melhor de promoção no trabalho apareceu.
Tudo faz parte do plano mestre!
Texto Original: Obvious
sexta-feira, 29 de abril de 2016
9 coisas que você deve fazer independentemente da opinião dos outros
Tenho certeza que pelo menos uma vez na vida você já ouviu alguma das frases acima. Estava extremamente empolgado com algo e no segundo seguinte sentiu como se um balde de água fria tivesse caído na sua cabeça. Foi tão desencorajador que você desanimou na hora e nunca mais cogitou colocar em prática o que quer que tenha dito para a outra pessoa.
Você entregaria nas mãos de alguém o poder de escolher tudo (TUDO!) o que você faria dali para frente e de tomar todas as suas decisões por você? É claro que não, porque você sabe que, por mais que haja alguém em quem confie de olhos fechados e tenha certeza do quanto tal pessoa te quer bem, ninguém pode ter ideia de nem metade do que se passa dentro de você.
Por trás de tudo o que você deseja fazer e de todas as decisões que quer tomar, existem coisas que os olhos alheios não vêem: como você se sente, as transformações que acontecem dentro de você, a sua angústia, a percepção de que a sua situação atual não te faz feliz… As outras pessoas só conseguem ver e entender qual é o seu desejo, mas não enxergam o que há por trás dele. Então tentam te levar para o caminho mais fácil e óbvio dando conselhos padrão, como se a sua vontade fosse apenas mais uma igual a tantas outras.
Por melhor que seja a intenção das pessoas, por mais que quem te aconselhe sejam seus pais, avós ou alguém que você tem certeza que te ama muito e quer te ver feliz, é você quem deve escrever a sua história. Suas escolhas, seus erros e acertos, suas lutas e seus arrependimentos são seus, é você quem irá sentir e lidar com eles. Na maioria das vezes, os conselhos de quem quer o seu bem têm a mesma intenção: não permitir que você sofra. Só que as pessoas não levam em consideração que você está tomando determinada decisão justamente porque já está sofrendo. Por isso, é muito importante que você saiba que, se seu coração pedir por algum dos itens a seguir, a opinião dos outros não deve soar mais alto do que o apelo que vem do seu interior. Algumas das coisas que você deve fazer independentemente da opinião dos outros são:
1) Abandonar o que não é mais importante para você
Boa parte das pessoas acha que desistir é sempre algo ruim. Não é. Não sempre, pelo menos. É ruim quando você desiste de algo que ainda deseja, que ainda ama, que ainda sonha. Mas há momentos em que é preciso abandonar coisas que foram importantes para você um dia, mas não são mais. Ainda que você explique isso aos outros, eles podem dizer “mas você sempre gostou tanto disso” ou “você era tão feliz assim, qual o problema agora?”. Problema nenhum, apenas um necessidade interna de mudança. Mas só você é capaz de entender.
2) Definir o seu conceito de sucesso
Quando se fala em sucesso, o que vem à mente da maioria das pessoas é a ideia de ter dinheiro, um cargo importante no trabalho e muitos bens materiais. Se você não tem nenhum destes itens, não é bem-sucedido, segundo o senso comum. Talvez você mesmo já tenha absorvido essa ideia sem refletir se isso condiz com o que você pensa, com as suas vontades e com o que te faz feliz. Sucesso é amar viver a própria vida. Se, para você, o que te faz amar viver é poder ajudar os outros, se expressar através da arte, ter tempo para estar com a família ou liberdade para conhecer o mundo, então este é o seu conceito de sucesso e ninguém pode te dizer o contrário.
3) Tentar quantas vezes for preciso
Não importa se as pessoas acham que existe um número limite aceitável de vezes para você trocar de curso, de emprego, de namorado, de cidade, de estilo, de filosofia de vida, o que for. O que elas sabem mais do que você para te dizer quando é hora de parar de tentar? Ninguém pode ter certeza de que as escolhas que faz agora durarão para sempre. Pior do que não tentar de novo é ficar infeliz onde está por achar que já tentou demais. A vida tem muitas possibilidades e não há nada de errado em explorar muitas delas para encontrar a certa para você. Não permaneça em algo que não te faz feliz apenas porque os outros acham que devem te dizer quando é a sua hora de parar.
4) Esperar
Talvez esteja nos seus planos, mas você ainda não se sinta pronto para entrar na faculdade, morar sozinho, casar ou ter um filho, por exemplo. Mas os outros dizem que já é hora, que você já está na idade. Contra a sua vontade, você faz o que eles dizem que é certo, mesmo sem se sentir preparado. Por que não poderia esperar mais um pouco? O tempo que cada um leva para se conhecer, para crescer e para se preparar para certas mudanças é único, não é igual para todos. Não há motivo para acelerar o processo. Suas decisões têm muito mais chances de dar certo se você tomá-las quando sentir que é a hora certa, sem pressão e sem pressa.
5) Usar e fazer o que te faz feliz
Sempre (repito: S-E-M-P-R-E) vai haver alguém para te criticar. A menos que você se tranque em um quarto escuro para o resto da vida e nunca ninguém saiba disso, muitas vezes você vai ser alvo de críticas, reprovações, fofocas e comentários. A boa notícia é que, na maioria das vezes, as palavras são inofensivas se você não der importância a elas. Se isso vai acontecer de qualquer jeito, então não se prive de vestir-se como quer, de usar maquiagem e acessórios “fora de moda”, de ler os livros que gosta, de dançar do seu jeito, de fazer o que “não condiz” com a sua idade. Não esconda quem você é e não pare de fazer o que te deixa feliz para evitar os comentários maldosos. Eles vão continuar existindo, não importa o quanto você se esforce para contê-los. O preço disso? A sua felicidade. Não vale a pena.
6) Lançar-se no incerto
Por seus sonhos e objetivos ou por vontade de ir além, quase sempre é preciso, de alguma forma, enfrentar a incerteza. Dificilmente você vai encontrar quem apoie sua decisão de trocar o (teoricamente) certo pelo duvidoso, mas se você quer fazer algo grande e importante, vai precisar passar por esta etapa. É uma das decisões mais difíceis de enfrentar quando você se depara com uma ou mais pessoas que se opõem. Só há duas opções: tentar realizar seus sonhos ou permitir que as pessoas o impeçam. Lembre-se: se optar por desistir, os outros continuarão suas vidas e o fato de você não realizar seus sonhos não fará diferença nenhuma para eles. E para você, fará?
7) Ver o lado bom de tudo
Eles dirão: “A vida não é um conto de fadas!”, “Pare de se enganar!”. Ou a pior de todas: “Seja realista!”. “Realismo” é o nome que os pessimistas dão ao pessimismo. Pode mesmo não existir vida perfeita, e é impossível passar por ela intacto, sem sofrer com os altos e baixos. Mas é possível sim enxergar o lado bom de todas as situações, por piores que sejam. Nunca permita que ninguém te faça acreditar que você não pode enfrentar seus problemas de forma positiva ou que o otimismo é uma ilusão. Deixe que os pessimistas lidem com seu “realismo” e permita-se ver as coisas da maneira que faz você se sentir melhor.
8) Reinventar-se
Um belo dia você resolve mudar. Percebe que quer ser de outro jeito, fazer outras coisas e sentir-se diferente de como se sente agora. Então decide transformar algo em sua vida e as pessoas começam a dizer que você está louco, que isso “é fase”, que você não sabe o que quer e é infeliz ou infantil. Você sabe que é algo muito mais profundo e importante: a necessidade de se renovar, de sair do lugar, de ser mais, de dar significado e aproveitar melhor a vida. O que os outros vêem em relação a isso é muito pouco, eles não enxergam a necessidade, apenas a vontade. Não conseguem ver que você evoluiu, que aprendeu algo que mudou sua forma de pensar, que não está se sentindo à vontade e que se sente agoniado por perceber que mudou por dentro mas é obrigado a continuar fazendo as mesmas coisas.
9) Recomeçar
Nunca é tarde demais, nunca! Nunca, nunca, nunca, nunca. Entendeu? É importante que você saiba disso, porque os outros não vão te dizer. Com palavras delicadas ou expressões discretas, eles vão querer fazer você acreditar que está velho demais para começar algo do zero. Esqueça o tempo, o passado, a idade e a opinião dos outros. Para recomeçar, você só precisa de uma coisa: disposição. Não permita que pessoas conformadas e acomodadas tirem isso de você.
Conclusão: dê a si mesmo o direito de se arrepender sem precisar se culpar, seja diferente, arrisque, se jogue na incerteza de ir atrás daquilo que agita seu coração, faça o que tem vontade e seja ridículo, se é assim que as outras pessoas definem quem é feliz.
Texto Original: Desassossegada
Autoestima
Por Paulo Emanuel Machado
Estamos inseridos no mundo da Linguagem, da Lei e do Desejo. E devemos estar sob o risco de cairmos na perversão ou na psicose. Estar inserido na sociedade dita civilizada é o preço que se paga para existir como pessoa de modo mais ou menos pleno. No entanto, devemos ter um olhar crítico. Ser serenamente crítico. Porque a sociedade também mente e aliena: ensina-nos com suas regras, crenças e ditames a nos afastar de nossa essência e de nossa singularidade, de nosso gozo e de nosso desejo. Ensina-nos a ser hipócritas conosco mesmos e a nos renegar naquilo que temos de mais caro: o que somos.
A autoestima, fruto de um profundo conhecimento de si mesmo, é antídoto para a hipocrisia e a alienação. Aprender a gostar de si próprio é uma arte e um exercício. Cada dia é um novo começo para a vida e, nesse tempo que chamamos de “presente”, podemos reformular o que queremos ser. Na verdade, o que queremos ser é o que, de fato, somos. No entanto, o que somos é barrado pela família, pela escola, pela empresa onde trabalhamos, pela sociedade ao redor. Barrar o que somos – isto é, o que desejamos – é a marca da civilização, no dizer de Freud. Mas podemos contornar e transcender e chegar a ser e a sustentar nosso desejo.
O modo de ser humano é ditado e condenado pela liberdade de escolher, e podemos optar pelo que seja bom ou mau para nós mesmos. Ainda que condicionados a optar pelo que não desejamos, se começarmos a nos conhecer de fato, nós teremos a liberdade de escolher o que fazer com nossa própria existência. Talvez não seja fácil – e, realmente, não é – se não nos submetermos a uma Análise profunda que nos descole dos desejos maternos e paternos, e das crenças moralistas e religiosas que nos cerceiam. Amar a si mesmo é fazer do tempo um aliado para que possamos usá-lo a nosso favor.
Estamos submetidos ao tempo. O que quer dizer: desde o dia em que se nasce já se começa a envelhecer e a morrer. Estaremos continuamente num duelo entre a vida e a morte dentro de nós mesmos. A vida nos empurrando na direção do afeto, do amor, das relações frutuosas. A morte nos emperrando e nos atrapalhando, levando-nos, muitas vezes, a nos sabotar. Ninguém poderá impedir o processo do tempo, o envelhecer e o morrer. Mas, com consciência e maturidade, podemos utilizar o mesmo processo para crescer e caminhar no sentido da realização pessoal e da felicidade. O tempo, bem usado, nos enriquece de sabedoria, experiência e prudência. É um aliado e não um inimigo, como a sociedade capitalista nos vende. O tempo pode ser “cronos” (cronologia), mas também pode ser “kairós” (graça).
Autoestima não é um processo meramente imanente, feito dentro de nós mesmos. É também estar atento ao outro: manter-se aberto aos possíveis encontros relacionais que temos no cotidiano. A melhor forma de suportar o terrível peso do cotidiano sempre foi, para o animal humano, a paixão, o amor, a amizade, a alteridade. Os encontros que temos podem nos mudar para melhor ou para pior. Aqui, mais uma vez, temos o direito de escolher. Aproveitar cada momento do dia, cada relacionamento com o outro, para crescer na direção do próprio caminho é dar o melhor de si e usufruir o melhor do outro. Receitas? Ferramentas? Recursos? A cortesia. A gentileza. O carinho. Antes de tudo, conosco e, a partir de nós mesmos, com o outro. Jesus Cristo, no dizer dos evangelistas, pregou que amar é, em primeiro lugar, amar a si mesmo.
Nós nos conhecemos quando encontramos o outro em nós mesmos e nós mesmos no outro. Tornamo-nos, de fato, humanos quando somos inundados pela comunicação, pelo diálogo, pela interação com o outro. Ser humano é ser relação. Somos animais sociais. Vivemos em bandos, em tribos, em comunidade. Dependemo-nos uns dos outros para existir desde o primeiro instante em que chegamos a este mundo. A autonomia que devemos atingir se faz também na relação que mantemos, inicialmente com nossos familiares, depois com os outros que compõem e vão compor o nosso mundo. Ser autônomo é saber ser você mesmo na relação com as pessoas. Viver bem é saber conviver: estar em sintonia com seu coração, com seu desejo, com seu modo peculiar de ser e desejar, sem desligar-se dos outros, sem tornar-se esquivo ao gênero humano.
A autoestima, hoje tão apregoada, resume-se a viver com simplicidade, sem ligar-se a regras complicadas ou a desejos que não sejam os seus próprios. Enfim, viver a vida como ela se apresenta, mesmo em seus piores momentos. Viver com toda a possível alegria. Mesmo com paixão. Com compaixão. Saber aproveitar o tic-tac, tic-tac, tic-tac incessante do tempo sem desesperar-se. Afinal, envelhecer só é terrível para quem não sabe (não soube) viver sua própria vida e termina (terminou) vivendo a vida imposta pelos pais ou pela sociedade alienante. O regime capitalista nega, mas a verdade é que não se precisa de tanta coisa para ser feliz. Precisamos de uma única “coisa”: de nós mesmos. Deixar-nos fluir no mistério do tempo: o que se chama vida.
Texto Original: Psicologiasdobrasil
quinta-feira, 28 de abril de 2016
A gente já se exige demais todos os dias. É necessário sentir orgulho também.
Por Marcela Picanço
Encontrei com um amigo um dia desses e passamos a noite conversando sobre nossas questões e dúvidas sobre profissão e carreira. Levantei a bandeira de que estava me sentindo meio perdida, achando que as coisas não estavam dando certo ou andando muito devagar. Aquela história de se sentir à deriva e esperar o vento soprar pra algum lado em vez de remar com toda força pra algum lugar que não se sabe exatamente onde vai dar. Sempre aparece uma época em que eu começo a questionar sobre tudo e principalmente sobre minhas escolhas.
Daí ele falou pra eu olhar pra trás e perceber quanta coisa eu já tinha feito, onde eu já tinha chegado. Parei pra pensar que realmente já percorri um grande caminho e não tenho por que me sentir assim, já que as coisas estão de fato acontecendo. Mas eu não consigo perceber porque estou cega pensando apenas na linha de chegada.
É claro que quando você tem um objetivo, mas não sabe ao certo como alcançá-lo, você fica atirando para todos os lados e, muitas vezes, não acerta nenhum alvo. Ou pior, quando você não sabe nem qual é o objetivo fica quase impossível avançar. Sempre me falaram da importância de traçar metas para chegar ao objetivo. Mas e quando essas metas que você achava que seriam suficientes não são o suficiente? Surpresa! Elas nunca são.
O sucesso nunca é uma linha reta. Ele exige mais esforço do que se imaginava e tanta coisa surge no caminho que parece que nunca vai dar certo. E você olha pro lado e parece que todo mundo está conseguindo êxito, menos você. E aí começa o processo inútil e devastador de se comparar com os outros. Essa é a pior forma de se frustrar. Você só pode se comparar a quem você era ontem. A gente sabe de tudo isso, mas o ego, aaah, o ego, esse monstrinho que nos faz chorar de olhos fechados numa terça-feira de manhã. E aí pensamos um monte de coisas horríveis sobre nós mesmos, mas demonstramos o inverso socialmente. O ego nos faz parecer uma placa de ferro que amassa qualquer coisa no caminho, inclusive nossas verdadeiras vontades. Por isso o gosto de metal que fica na boca.
Entre todas essas peças que a nossa mente prega, é preciso parar um pouco de olhar pra frente e começar a olhar pra trás para o que já foi feito e conquistado. Se a gente fica muito focada no destino, perde-se toda a graça do caminho e também aquelas pequenas glórias diárias que a gente deixa de lado por “não ser o suficiente”. Se a gente entrar nessa, nada vai ser o suficiente e a vida vai ser uma eterna frustração. Isso tudo pode ser um grande clichê, mas esse meu amigo, durante a conversa, me contou uma história pessoal que pode parecer boba, mas faz todo sentido.
Ele me contou que há um tempo queria ficar com o corpo ideal pra ele e essa meta seria atingida quando ele chegasse aos 100 quilos, mas com músculos e não com gordura, o que é beeem difícil. Mais difícil inclusive do que emagrecer. Quem malha sabe como é preciso se regrar para “crescer”. Então ele começou a se dedicar muito. Fazia alimentação certinha, malhava todos os dias e saiu dos 86kg para 97kg com muito esforço, mas não conseguiu chegar aos 100kg.
Daí, ele encontrou uma amiga que ele não via há muito tempo e ela falou “ nossa, você conseguiu! Parabéns, você conseguiu o que queria”. “E ele, em vez de aproveitar o elogio e se sentir feliz pelo que tinha conquistado, simplesmente esnobou e pensou” Não cheguei onde eu queria, ainda falta pra chegar lá e eu estou frustrado porque não consegui.
Às vezes a gente fica tão obcecado pelo resultado que se esquece de se satisfazer com o que já foi alcançado. No final das contas a vida nem tem linha de chegada, o que vale é o caminho mesmo e o caminho é feito no dia a dia, na monotonia inevitável, nos passos pequenos e nos largos também. Se a gente comemorar cada pequeno passo como uma conquista, o objetivo fica mais próximo e a vida, com certeza, fica mais divertida. A gente já se exige demais todos os dias. É necessário sentir orgulho também.
Texto Original: Contioutra
Para ler toda manhã
Por Ricardo Coiro
______________, por favor, não deixe que a sua esperança no amor sincero seja nocauteada por aqueles que vivem a proclamar, aos berros, que o amor não passa de uma ilusão.
Não permita, em hipótese alguma, que as mentiras recém-descobertas apaguem a sua fé na existência de gente sincera e disposta a lutar, com unhas e dentes, para que a verdade – a palavra sem máscaras e interesses egoístas – caminhe livre por aí.
Não autorize, nem sob a mira de um revólver, que a sua capacidade de crer no carinho gratuito seja fraturada pelos pontapés dos que têm o peito oco e assassinada pela leitura das barbáries que, infelizmente, batem ponto no jornal de cada dia.
E mesmo que todos ao seu redor se tornem seres desonestos e capazes de pisotear, sem culpa, a cabeça alheia, ______________, não se sinta menor por ser o único – ou um dos poucos – a começar pelo final da fila e a não enriquecer, corruptamente, do dia para a noite.
Não se sinta covarde quando optar por engolir sapos, aprisionar xingamentos e, sabiamente, correr para bem longe de uma briga.
______________, na corrida de cada manhã, junto com o suor que expele dos seus poros, para o bem da sua saúde, expulse também os mais perigosos venenos que alguém pode conter: o desejo de vingança e a inveja dos que têm mais.
Pare, de uma vez por todas, de pagar na mesma moeda, pois agindo assim, muitas vezes, ao invés de uma atitude nobre, você acabará copiando uma atitude ruim. Se o seu amigo não procurar você, em vez de fazer o mesmo e contribuir para o esfriamento de uma amizade, seja o responsável pelo reencontro: ligue, convide e vá até ele. E daí que você fará o esforço maior? Lembre-se, sempre, o valor inestimável das amizades. Quando a sua namorada for grossa com você, diferente dos gritos que deu em ocasiões anteriores e de atitudes que só levaram a lugares ruins, experimente cuspir paciência, desferir gentileza e bombardeá-la com sorrisos que evaporam o ódio.
Não se deixe enganar pelos comprimidos vendidos como se fossem verdadeiras passagens a paraísos. Quando, por ventura, mesmo sem um tostão no bolso, você precisar viajar: leia uma poesia do Leminski ou um conto do Cortázar.
Não tenha tanto medo da morte, mas, por favor, dê mais valor à vida e não confie tanto na suposta existência do dia de amanhã.
Uma vez por ano, se puder, por uma semana, esconda o relógio, a agenda e o celular. E diferente do que faz em sua rotina normal, dê voz de comando aos seus instintos: esqueça o horário de almoço e coma só quando estiver com fome; não se obrigue a dormir depois da novela e feche os olhos somente quando você estiver com sono; permita-se o luxo de fazer apenas aquilo que você sente vontade e de se negar a realizar qualquer tarefa que você comumente faz por dinheiro, carreira ou currículo.
____________, toda manhã, depois do despertador e antes do pão na chapa, releia este texto em voz alta e, se não for pedir muito, vez ou outra, finja que não ouviu a sua nutricionista e mantenha o miolo todo no pão.
Obs: preencha as lacunas acima com o seu nome e não tenha medo de falar sozinho.
Texto Original: Entendaoshomens
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Como se libertar do sentimento de rejeição?
Em muitas ocasiões, com a intenção de não sermos rejeitados, nós traímos a nós mesmos em benefício do que querem os demais. Somos educados para conseguirmos a aceitação dos demais, por isso a rejeição é algo que evitamos tanto quanto uma doença.
Existem dois tipos de rejeição: a rejeição exterior, da sociedade, e a interior.
Não podemos evitar a rejeição exterior. Quantas vezes nós também já rejeitamos alguém? Sejamos sinceros… certamente fizemos isso algumas vezes. Não podemos fazer nada para reverter a rejeição, mas podemos nos tornar imunes a ela ou, até mesmo, ignorá-la.
Por outro lado, o que fazer com a rejeição interior? Esta é a mais difícil. Esta rejeição está em nossa mente; nós achamos que devemos ser rejeitados e este sentimento é o mais difícil de eliminar. É uma rejeição tóxica.
Em que nos transforma a rejeição?
Nos sentirmos rejeitados nos transforma em pessoas extremamente suscetíveis. Tudo nos causará dano e não saberemos apreciar as coisas boas.
A rejeição também nos transforma em pessoas inseguras. Não conseguiremos encontrar nosso lugar no mundo se não o aceitarmos.
Por último, a rejeição faz com que descuidemos de nossa pessoa. Não nos cuidamos, não nos preocupamos com nós mesmos. Além do mais, transmitiremos essa rejeição que sentimos aos demais. É um círculo negativo.
Técnicas para nos sentirmos livres da rejeição
Para nos libertarmos de tudo de negativo que a rejeição nos proporciona, o que devemos fazer? Contaremos agora!
Utilize a sabedoria
Seja sábio quanto à rejeição. Do que adianta você se sentir assim? Você está evoluindo? De verdade? Você está bloqueando a si mesmo. Ninguém está rejeitando você, você está fazendo isto a si mesmo. Você deve se sentir seguro de si mesmo, use a cabeça! Decida rejeitar a rejeição e aprenda a desfrutar da vida.
Invista em si mesmo
Para gostar do outro, primeiro você tem que gostar de si mesmo. Quando se tem amor próprio, a rejeição pouco ou nada importa. Aceite a você mesmo e, depois, aceitará aos demais. Não use as coisas ruins que você já fez ou que possa vir a fazer para se culpar ou se rejeitar. Você é humano! Perdoe-se e tire algo de bom disso.
Fale bem de você
Sabemos falar bem dos demais, mas e de nós mesmos? Por que é tão difícil? O que acontece? Há algo que nos bloqueia, algo que nos faz pensar que não devemos falar bem de nós mesmos. Pense em seus pontos fortes, em seu potencial, em tudo aquilo de bom que você tem. Diga aos demais e também a você mesmo! Pense em tudo de positivo sobre a sua pessoa.
Presenteie-se com o melhor
Coma o melhor, vista o melhor, arrume-se, sinta-se saudável, livre… O que eu conseguirei com isto? Sentir-se positivo, com força. Presenteie-se com um bom livro ou com algo que considere um prêmio para você. Premie-se e se sentirá melhor com você mesmo. Não busque desculpas e justificativas de por que você não merece. Se deseja algo, faça disso um presente para si mesmo! Você se sentirá mais positivo e feliz.
Pessoas de sucesso
Cerque-se daqueles que já conseguiram o que queriam, não se deprima! Utilize a influência e o exemplo dessas pessoas para acreditar em você mesmo, para pensar que você também pode conseguir o que quer. Não se sinta rejeitado, todos podemos! Mas só se confiarmos em nós mesmos e realmente quisermos ir em frente.
Julgue-se sempre para melhor
A rejeição também tem a ver com com a autocrítica. Devemos nos avaliar, mas sempre para evoluirmos e nos sentirmos bem. O que temos feito de ruim? Como devemos proceder? São perguntas que deveríamos fazer a nós mesmos.
Estas técnicas serviram para você? Você está consciente dos inconvenientes de se sentir rejeitado? Você é o único que pode sair dessa rejeição, ninguém irá fazer isto por você. Não espere que isto desapareça por magia. Confie em você mesmo, raciocine sobre os inconvenientes de fazer você se sentir assim. Você é inteligente. Ninguém deveria evitar que você consiga aquilo que deseja, nem você mesmo.
Texto Original: Amenteemaravilohsa
8 coisas que pessoas mentalmente fortes fazem todos os dias
Por Raquel Lopes
As pessoas não nascem fortes tanto fisicamente, quanto mentalmente. A força mental é desenvolvida ao longo do tempo por indivíduos que optam por fazer do desenvolvimento pessoal uma prioridade em suas vidas. Criam hábitos saudáveis que os ajudam a se tornarem mais fortes.
Aqui estão as 8 coisas que pessoas mentalmente fortes fazem todos os dias:
Aqui estão as 8 coisas que pessoas mentalmente fortes fazem todos os dias:
1. Usam sua energia mental sabiamente:
É fácil se distrair com coisas sem importância ao longo do dia. Pessoas mentalmente fortes utilizam o seu tempo com cuidado. Dedicam seus esforços a coisas importantes, que os ajudam a atingir seus objetivos.
2. Reciclam pensamentos negativos:
Todo mundo tem pensamentos negativos, mas as pessoas mentalmente fortes não deixam que isso as atrapalhe na busca por seus objetivos. Elas criam diálogos internos, analisam e criticam esse tipo de pensamento, dão o melhor de si e tentam se manter motivadas.
3. Trabalham em direção às metas estabelecidas:
Pessoas mentalmente fortes estabelecem metas pessoais e profissionais claras, que dão significado e propósito às suas vidas. Renunciam à gratificação imediata e mantém as metas de longo prazo em mente. Veem os obstáculos como desafios, em vez de empecilhos ao sucesso.
4. Refletem sobre o progresso que obtiveram:
Pessoas mentalmente fortes refletem sobre o progresso que tiveram com relação aos seus objetivos todos os dias. Reservam um tempo para refletir se estão fazendo as coisas do jeito certo e se precisam fazer melhorias. Se responsabilizam pelos próprios erros e se esforçam para continuarem crescendo.
5. Toleram um desconforto temporário em prol de um propósito maior:
Algumas pessoas tentam evitar ao máximo o sofrimento, outras o suportam só para provarem que são duronas. As pessoas mentalmente fortes, no entanto, toleram o desconforto desde que isso sirva a um propósito maior. Se se sentirem cansados ao fazer exercícios ou entendiados em meio a uma aula, usarão esse sofrimento como fonte de motivação.
6.Têm gratidão:
Pessoas mentalmente fortes sabem que já têm o necessário para serem felizes e são gratas por isso. Reconhecem e têm gratidão pelas pequenas e grandes coisas da vida.
7.Equilibram as emoções com a lógica:
Conhecem seus sentimentos e cuidam para que eles não atrapalhem seus julgamentos. Assim tomarão as melhores decisões possíveis.
8. Vivem de acordo com seus valores:
Embora a comparação com os outros seja uma boa forma de aumentar a autoestima, as pessoas mentalmente fortes não fazem isso. Se concentram em viver de acordo com seus valores e fazer o seu melhor, apesar das circunstâncias. No fim do dia, elas não se perguntam ”Será que fui melhor do que fulano ou ciclano?“, mas sim “Será que agi de acordo com os meus valores?”.
Texto Original: Psiconlinews
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